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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Não deixe as reticências fora

Não deixe as reticências fora
Não quero ver mais as coisas que você não termina
Suas verdades mentirosas
E a fala que me anima

Deixa tudo como era antes
Com suas viajem espaciais
Pare de sonhar com o mundo lá fora
E viva o hoje em paz

Via o hoje em paz
Viva o hoje em...

Deixe seus sapatos do lado de fora
Você não vai precisar deles aqui
Seus pés descalços pedindo o chão
E você esta ai em cima, voando sobre mim...

Não deixe seu coração fora
Eu preciso dele para me animar
Sem você já não sou nada
Mas vou vivendo bem assim

Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Desabafo



Sempre fui o tipo de cara mascarado, adorava esse tipo de herói. Eles podiam salvar o mundo, e até mesmo pessoas próximas, mas nunca eram reconhecidos. Achava que isso era por que eles não queriam recompensas, ou que não desejavam as glorias, mas na realidade isso sempre foi para proteger as pessoas próximas, e, a eles mesmos.
Também assim sempre fui, as pessoas não percebem, ou reconhecem esse meu jeito de ser, pois não conhecem pessoas assim, não sou perfeito, cometo erros, e muitas das minhas mascaras hoje serve apenas para proteger realmente meu próprio rosto da impureza do mundo.
Nossa, que sarcástico é o mundo, com seus dogmas esquisitos, e suas estranhas estradas, sempre levando para caminhos diferentes dos que conhecemos. Quando somos crianças falam que existem dois caminhos: O do BEM, e o do MAL, mas nunca nos ensinam que existem mais de um milhão de formas diferentes dos mesmos caminhos.
Também falam sobre o Amor, que é lindo, que é bonito, que é infinito, que pode haver tanto entre um pai e um filho quanto entre um homem e uma mulher. Mas o que esquecem de falar é como ele é estranho, como ele também pode ser doloroso, e como Ele também pode ser tão feio. Algumas pessoas podem até mesmo discordar disso, mas veja pelo seguinte lado: Se VOCÊ está com uma garota que você ama muito, que VOCÊ sabe que daria sua vida a ela, e vocês são muito felizes, tão felizes a ponto de VOCÊ visualizar um mundo perfeito, mas então acontece, aparece aquele cara que conquista o coração de sua amada, ele diz que ela é tudo para ele, move mundos e fundos por ela, então ela deixa VOCÊ. Ela diz que é o melhor para os dois, que ela não TE AMA mais, então ela deixa VOCÊ. O Amor é tão bom assim? O Amor não faz sofrer? Não faz Sangrar? Por que não deixamos de ser tão sarcásticos e passamos a ver a realidade? O mundo de dor e sofrimento que existe. Por que não assumimos logo nossas mascaras? Seria tão difícil assim todos tirarem suas mascaras? Essa pergunta “EU” posso responder. Teríamos o que chamamos de apocalipse.
É isso que tenho para falar agora, agradeço a VOCÊ por ter acompanhado esse desabafo até agora, mas ainda faltam algumas linhas que vou resumir em algumas poucas palavras:
“No mundo existem apenas dois caminhos, o do Bem e o do Mal, mas se você prestar bem a atenção, estar no mundo, estar vivo é sempre querer sair do caminho do Mal.”

Sábado, 23 de Agosto de 2008

Você não está aqui

Vou seguindo em direção ao sol

Mas sempre estou em trevas

Busco um lugar pra descansar

Minhas vistas tristes de chorar....

Mas você não esta aqui

Pra me fazer sorrir

Você pediu perdão e eu disse que não...

Vou seguindo em direção ao mar

Onde os peixes nadam livres

Atrás de meu pote de ouro

Querendo meu maior tesouro

E você me disse que não

Não era assim

Que você não queria meu amor

E eu disse, bem vem pra mim

Eu sou seguindo tudo que esta escrito

Concordo em dizer apenas sim

Vejo casas que caem do céu

E vidas que morrem na areia branca do meu coração

Você não quer chorar

Eu também não

Então por que desistir

Por que pedir perdão?

Sábado, 5 de Abril de 2008

Por Quê?

Conto II


Era um dia como outro qualquer, Alexandre estava entusiasmado pois acabara de tirar um 10 na prova de matemática, e aproveitava para tirar um barato com a cara de seu amigo que havia tirado um 5,5.

Isso sempre acontecia, Alexandre era o mais forte, mais bonito, mais inteligente e o mais popular dentre as meninas da escola, enquanto para Marcos restavam apenas os elogios que era obrigado a escutar pelo amigo.

Certo dia Marcos estava a caminho da escola, quando avistou uma linda garota que andava quase no mesmo passo que ele em direção da escola, ela estava do outro lado da rua, entretanto caminhando paralelamente com ele. Ele achou interessante e começou a caminhar mais rápido, ela percebeu e fez o mesmo, não mais para acompanhá-lo, mas para passá-lo. A disputa durou até a escola, onde perceberam que chegaram juntos, num empate que os fez rir da cara do outro.

Conversaram por um longo período durante o intervalo, ele descobriu o nome dela, “Kelly, meu nome é Kelly” ela disse, ele prometeu para si que nunca se esqueceria deste nome. Desde então se tornaram grandes amigos, mas não era bem isso que Marcos tinha em mente, ele queria um Amor, um romance, uma amada para compartilhar tudo o que ele tinha a oferecer. O tempo passou, e o inevitável aconteceu, quando Marcos conversava distraído com Kelly, Alexandre apareceu, e Marcos viu o que não queria ver, os olhos de Kelly começaram a brilhar enquanto deslumbravam a silhueta perfeita do corpo e do rosto de Alexandre que pareciam terem sido esculpidas por um artista grego, retratando um deus grego.

Os dias se passaram como um pesadelo para Marcos, pois ele via que a cada dia que passava ele ganhava mais uma amiga, e perdia uma amada. Não culpava, e nem praguejava contra seu amigo, pois também a ele amava, amava como a um irmão, talvez por isso tivesse ao mesmo tempo raiva e admiração por aquele que ganhava aos poucos o coração de quem ele tanto amava.

Marcos já não sabia o que fazer, estava prestes a escrever uma carta, mas parou no meio dela, pois se lembrou que já não se escreviam cartas de amor, e os poucos guerreiros que o faziam eram tidos como tolos e bregas. Mas seu verdadeiro desespero veio através de um telefonema que teve pouco depois de sua desistência, onde seu amigo disse “Tô pegando a Kelly”, Marcos ficou pasmo e inconformado, como Alexandre ousava falar assim da menina que ele amava? Deixou o telefone cair de suas mãos suadas e trêmulas. Não conseguia se concentrar, sua mente era uma grande confusão, e tudo o que conseguiu falar foi: “Por que não eu?”.

Continua...

Domingo, 3 de Fevereiro de 2008

Por Quê?


Gabriel estava cansado do mundo, sentia uma estranha agonia no peito, e como a musica já disse: ninguém vai me dizer o que sentir, e eu vou cantar uma canção para mim...

Ele não estava preocupado, mas uma estranha tristeza tomou conta de seu coração de forma que nem ele próprio podia explicar... Pensou por um instante em pegar um pacote de bolacha que se encontra no fundo de sua gaveta, mas neste instante o telefone tocou, e ele foi correndo para atender.

Era sua namorada, como isso era inesperado ele ficou paralisado por algum tempo, e a dormentesa de seus sentidos o fez perceber que ela estava meio melancólica depois de algum tempo. Ele perguntou o que acontecera, e chocado ouviu a pior de todas as noticias que saia pelo telefone como uma faca que perfurava seus sentidos que já se encontravam dormentes, mas agora como em uma masmorra sendo torturado como na época da inquisição. Pelo que ele compreendeu os pais de Naiara haviam vendido a casa de São Paulo e foram para Brasília com ela dizendo ser apenas uma viajem de passeio, quando na realidade eles a levaram para residir lá. Gabriel não acreditava no que escutava, e aos poucos compreendeu o porquê se seu estado psicológico pouco tempo antes da ligação. Caiu sentado do chão frio e com o telefone no ouvido, parte atônito, parte descrente, mas com toda certeza arrasado. Aparentemente Naiara estava igualmente arrasada, disse um “Eu te amo” e logo depois desligou o telefone sem dar chances a uma resposta.

Gabriel ficou em tal estado que lagrimas rolavam por seus olhos, e se perguntava por que deveria acontecer isso logo agora, quando havia se resolvido na vida. O telefone ainda estava ligado e próximo ao seu ouvido, como se ainda esperasse a chance de dizer o quanto a amava, e que não podia ficar longe dela, ou pelo menos dizer que iria até lá resgatá-la, mesmo que para isso tivesse que abrir mão de sua vida. “É isso!”, concluiu ele após alguns instantes de reflexão, iria trabalhar por dois meses, e guardar todo dinheiro possível para comprar uma passagem de ida para Brasília e duas de volta para São Paulo no mesmo dia. E foi o que ele fez, por dois meses foi o melhor em seu trabalho, ganhando muitos bônus e algumas horas extras de trabalho.

Quando completou dois meses, sem noticias de sua amada, que com toda certeza não ligara para ele, pois seus pais não permitiam, como ele acreditava, comprou as passagens, uma de ida e duas de volta, não p-ara o mesmo dia como o planejado, pois sabia que sua amada era apegada aos pais e muito conservadora, então as duas passagens de volta ficaram para dois dias após sua chegada.

Despediu-se de seus pais com um demorado abraço, deu um soco amigável na cabeça de seu irmão que estava chorando, e disse a todos que logo estaria de volta, e que não se preocupassem, pois essa seria uma viajem com retorno certo, mas no fundo Gabriel sabia que nada no mundo era certo, entretanto uma certeza ele tinha, que voltaria para São Paulo ao lado de Naiara, e que a mesma esperava por isso...

Duas horas depois ele já estava em Brasília, claro que levaria mais ou menos umas duas horas até chegar à residência em que sua amada se encontrava, pegou um táxi e no meio do caminho parou em uma banca de flores comprou um ramo de tulipas, flores amadas por ela, e muito raras nesta época do ano graças a sua grande sensibilidade ao calor. E por todo o resto do caminho fechou os olhos e encostou as tulipas em seu nariz para poder aspirar seu suave odor de perto, ficou tão anestesiado que não percebeu quando o carro parou em frente a uma linda casa e foi preciso o taxista cutucá-lo para que despertasse. Pagou o que devia a ele e desceu do carro com uma enorme excitação que percorria todo o seu corpo, começou então a caminhar em direção a casa onde estaria Naiara e sua família, seu coração batia forte, e seus olhos estavam quase lacrimejando de felicidade.

Ele bateu na porta e ouviu alguns murmúrios seguidos por algumas gargalhadas, com certeza sua sogra se encontrava ali, e seu sogro também, ouviu o barulho de trancas e se preparou para abraçar e beijar sua amada com todo o seu sentimento, como nunca o tinham feito na presença dos pais dela por respeito aos gostos de Naiara.

Quando a porta se abriu não era Naiara, era um rapaz de cabelos lisos que escorriam pela lateral de seu fino e bem desenhado rosto, tinha um nariz também delicado e um sorriso e olhar ingênuo que para olhos não treinados dariam a ele aspecto de um rapaz mais jovem do que era na realidade, pois deveria ter cerca de 20 anos.

- O que deseja? – perguntou o jovem com um iluminado sorriso na face.

- Naiara está? – Respondeu Gabriel que estava tremendo de excitação para ver sua amada.

- Só um instante, vou chamá-la... – após falar isso ele entrou e deixou a porta semi-aberta, então Gabriel pode apenas ouvir um grito suave – Amor! Visita!

Gabriel novamente sentiu-se anestesiado, sua face suava, entretanto seu corpo ficou frio como uma rocha, tentou acalmar-se, pensou em tratar-se de uma brincadeira entre primos, “isso era uma brincadeira!” concluiu ele. Assim que se acalmou a porta se abriu, e tamanha foi sua felicidade ao ver o rosto de sua amada, entretanto sua felicidade não durou muito tempo, pois percebeu que sua amada havia entrado em uma espécie de choque ao vê-lo, “talvez seja o mesmo que estou sentindo” pesou ele e abraçou-a, e quando foi dar-lhe um beijo ela o empurrou e fechou atrás de si a porta.

- O que você está fazendo aqui Gabriel? – perguntou nervosa.

- Vim atrás de meu coração, mas acho que cheguei tarde.

- Gabriel... Deveria ter falado para você antes, mas estou noiva...

Gabriel ficou paralisado, e em sua mente algumas musicas foram reproduzidas, musicas que falam de sentimentos tristes, de pessoas e principalmente de amores não correspondidos. Ele não disse mais palavra alguma, tudo o que fez foi retirar sua aliança do dedo e colocá-la dentre as tulipas, que agora pareciam murchas e sem vida, pegou então as mãos de sua amada, sem encará-la, e colocou lá as tulipas, e sem ela saber também o coração dele coração foi junto.

Gabriel deu as costas a ela e foi para o infinito, pensando apenas na frase mais utilizada do mundo...

“Por quê?”

Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

Conto de Ano Novo - I


Dia 30 de Dezembro de 2007

Como todo jovem apaixonado Juliano sempre teve o sonho de passar a virada do ano ao lado de sua amada, entretanto este sonho vem a muito sendo atrasado, seja por porque seus relacionamentos sempre acabam nesta época do ano, ou por simplesmente se encontrar longe de sua parceira, cada um com seus próprios planos para a virada.

Desta vez a segunda opção é valida.

Amanda é uma linda garota que está com Juliano a cerca de dois anos, um tempo que pode ser considerado longo para uma época em que os relacionamentos geralmente duram de dois a seis meses. Acontece que Amanda resolveu que iria passar a virada do ano ao lado de sua família. Entretanto Juliano decidiu que não passaria mais uma virada longe de Amanda e que iria até sua casa para fazer a surpresa.

Juliano contou para sua família que não passaria a virada em casa, que este ano faria diferente e iria passar com sua amada. Todos os presentes ficaram comovidos, pois seria a primeira vez que Juliano passaria a virada do ano longe da família. Ele era conhecido como o “Animador de Festas”, pois sempre que se deparava com alguém entristecido dava um jeito de fazer o jogo virar, e tornava a festa muito mais divertida.

O dia passou, e Juliano nem percebeu. Já na cama, Juliano pensava em como iria fazer tudo no dia seguinte. Imaginava todos os detalhes, o que o deixou inquieto e sem sono, fazendo-o passar uma noite em claro. Quando deu por si os primeiros raios do sol já entravem em seu quarto.

Domingo, 30 de Dezembro de 2007

Como Abelhas


Certa vez um menino parou na frente de uma grande loja para observar os brinquedos que estavam ali dispostos. O garoto ficou maravilhado com tanta beleza, e se perdeu por algumas horas em seus pensamentos e sonhos, onde brincava e se divertia com os brinquedos da loja.

Do lado de dentro da loja existia um velho senhor, de aparência carrancuda, que sempre olhava o relógio com expressão de pressa. Ao olhar para o relógio, ele se deu conta que havia um menino dormindo do lado de fora de sua loja. Ele olhou longamente para a criança, e também ele ficou preso por seus pensamentos por alguns instantes. Lembrava-se de sua época de criança, quando tudo o que tinha era uma caixa de fósforos vazia e uns trapos que chamava carinhosamente de roupas novas. E lembrou-se de um senhor que entregou a ele uma flor, e disse: Garoto! Sabia que quando as abelhas colhem o pólen das flores, elas espalham um pouco dele por onde passam? Isso lhes garante mais flores e pólen para as épocas difíceis. Pense nisso.

Assim que esse senhor saiu, ele entendeu o que deveria fazer com a flor. Ele a vendeu, e com o dinheiro comprou mais duas flores, e depois mais quatro, e assim foi por toda a noite, até que chegou a manhã, e ele percebeu que tinha tanto dinheiro que poderia comprar um belo brinquedo, ou até mesmo pagar um belo almoço! Quando estava para gastar todo o dinheiro lembrou-se das palavras do senhor e disse para si: Serei como as abelhas, e vou espalhar um pouco mais de pólen para que nunca me falte.

Então ele comprou um almoço razoável, e com o restante do dinheiro mais flores que logo foram vendidas e substituídas por outras.

O velho senhor voltou a si quando percebeu que o menino ia embora. Pegou seu casaco de peles mais grosso e saiu de sua loja em direção ao garoto, que assustado correu dele. Quando alcançou o garoto, o senhor disse: Sabia que as abelhas, ao coletarem o pólen das flores espalham por todo seu caminho um pouco para que nunca falte a elas o pólen?

Ao dizer isso o velho sorriu graciosamente, e deu ao garoto duas flores, uma delas estava muito envelhecida dentro de um quadro, e a outra era uma bela rosa vermelha jovem, e partiu sorrindo.

O garoto olhou para a flor envelhecida e logo compreendeu que aquele senhor um dia também já foi uma abelha.